sábado, 21 de março de 2015

Gustav Klimt

A pintura é, sem dúvida alguma, uma das manifestações artísticas que mais gosto. Através de uma linguagem única e sutil, transmite emoção e poesia. Nesse post trataremos de um de meus pintores favoritos, o austríaco Gustav Klimt.
Contemporâneo de Egon Schiele, desde cedo já estudava desenhos, desenvolvendo trabalhos na "Escola das Artes Decorativas", em Viena.

O quadro "The kiss", de 1907-08,  representa ele e sua amante Emilie. Pintura já do auge de sua carreira, nela é percebido o tom dourado usado em demasia.


"Tree of life", de 1912


"Retrato de Adele Bloch-Bauer I". de 1907



"Morte e vida", 1916



"A virgem", 1913

Até aqui, vemos pinturas que fizeram parte do estilo dourado de Klimt, que vem a deixar de ser usado no início do século XX pelo auge do expressionismo. A partir daí, as obras dele mostram uma realidade mais erótica e sem tantas cores em suas telas. Quadros como "Masturbação feminina" e "Mulher sentadas de coxas abertas" marcaram tal fase.

Klimt foi um artista de quadros exuberantes que admirava as mulheres e acreditava no domínio feminino explorando suas figuras com sensualidade extrema chegando ao sexual. Evidenciou o feminino em grande parte de sua obra, sendo criticado por conservadores, incompreendido pelo erotismo que retratava e várias vezes sendo rotulado de pornográfico. Contudo foi o artista vienense mais querido e admirado do seu tempo.

Um artista de extrema importância que simboliza o estilo art nouveau da virada do século 19 para o século 20, assim como também simboliza os questionamentos e transformações humanas comportamentais na fase de transição dos séculos. Acreditava na libertação pela arte e era influenciado por Nietsche, Wagner e Schopenhauer.

É essa importância que fez a a vida de Klimt ser tema de filme e até de anime. O filme, de 2006, foi escrito e dirigido por Raoul Ruiz, e o anime, chamado Elfen Lied, de 13 episódios pode ser facilmente encontrado no youtube. Confira os links a seguir:

Mais informações sobre o filme: http://en.wikipedia.org/wiki/Klimt_%28film%29






sexta-feira, 20 de março de 2015

Conheça Inside Out, o próximo lançamento da Pixar

A volta da Pixar aos cinemas

A Pixar começou nos anos 80 como uma repartição da LucasFilm, uma mera empresa de efeitos especiais, menor que ILM (a maior empresa de efeitos especiais desde aquela época, até hoje). Comprada por Steve Jobs (CEO da Apple) em meados dos 80 e presidida por Ed Catmull, demorou mais algum tempo pra que o sucesso de Toy Story (1995), dirigido pela mente de John Lasseter e realizado numa parceria milionária com Walt Disney Company, colocasse a antiga empresa de software no gosto popular. Hoje a Pixar é reconhecidamente por leigos e críticos, um dos maiores centros criativos de cinema. Seus filmes ultrapassaram fronteiras, derrubaram barreiras, quebraram recordes. É admirável quando uma empresa atinge tal realização; se fala em diretores, como o Brad Bird (Os Incríveis), Lee Unkrich (Toy 3), mas também se fala em "filme da Pixar". Isso se tornou um sinônimo de qualidade e de trabalhos artísticos que, disfarçados de produtos, levam milhões de pessoas às salas de cinema e, no final das contas, algumas indicações e estatuetas no Oscar.
A grande sacada da Pixar são suas histórias sem fórmula pronta. Esse atributo gera um escandaloso individualismo em filmes como Monstros S.A.(2001), um trabalho que mostra o quanto é gostoso e às vezes até um pouco raro ir no cinema e sair com a impressão de ter assistido um filme realmente bom. Tal característica que passou a se desgastar nos filmes pós-Toy Story 3 (2010), e embora não se possa dizer que sejam filmes ruins, a equipe criativa da Pixar começou a dar sinais que estaria, quem sabe, perdida nas próprias decisões. Eis que, após o lançamento da prequel Universidade Monstros (2013), e ante o adiamento, por uma questão de mudança de diretor, do filme que sairia em 2014, O Bom Dinossauro (que ficou pro início de 2016), a Pixar toma uma decisão gratificante: dar aquela velha parada para rever seus conceitos. Desde o lançamento de Universidade, não se ouviu falar em filme novo da Pixar.
Inicialmente divulgado como um filme que e passaria dentro da cabeça de uma menina de 11 anos, hoje já temos vastas informações do que pode nos esperar em Divertida Mente. Dois trailers, sendo o primeiro utilizado para apresentar Reily, uma menina de pré-adolescente, e os sub-protagonistas da história, os sentimentos que habitam a cabeça e Reily: Medo, Tristeza, Alegria, Nojinho e Raiva. Ou serão eles também protagonistas já que, at all, representam a própria Reily em si? Um questionamento muito interessante que a pegada do filme nos levanta. Também são apresentados os sentimentos do pai e da mãe, que com certeza vão garantir a cota de gargalhada durante o filme. Reily, por sua vez, me parece ser a cota dramática; como é mostrada no trailer, é uma menina problemática, confusa, e não só por ser pré-adolescente, mas como foi revelado do roteiro, acaba de se mudar do interior para São Francisco. De acordo com o trailer #2, as questões surgem quando duas das emoções de Reily acabam se perdendo, e então a menina passa realmente enfrentar problemas.
Torço pra que as atitudes de Reily fluam com naturalidade embora saibamos que, segundo a lógica do filme, existem entidades que controlam a menina como um todo. É bastante sensato que o filme trate de emoções e até de maneira bastante plausível, então eu sugiro que se prepare pra uma avalanche delas durante esse filme. É um dos que mais me empolgam esse ano, e não é pra menos. E a trilha sonora no trailer #2, a música More Than a Feeling, nada mais justo. Pixar, você sabe SIM como fazer um filme.
Em se tratando do teor macro, isto é, a mãe, o pai, a própria Reily e quem quer mais que componha essa história de antemão fantástica, o trailer mostra alguns relances de cenas legais, o que indica que eles não vão ser esquecidos, como poderia-se supor.
É inegável que um filme com essa lógica se mostra como um grande desafio pra quem quer que esteja envolvido na sua realização. E são eles: Pete Docter, que volta a assinar um filme Pixar após os bem-sucedidos Monstros S.A. e Up(2009), e Michael Arndt como roteirista, após ter escrito os roteiros de Pequena Miss Sunshine e Toy Story 3. Esses caras não tão pra brincadeira.
Mas nem tudo são flores e, logo ao lançar do primeiro trailer, começaram a surgir comentários no Youtube, plataforma principal onde foi divulgado, que pareciam predizer todo o filme de forma absurda. As acusações falavam de personagens estereotipados, como a menina com problemas de pré-adolescência, o pai que, durante o jantar, fica pensando a respeito do último jogo de futebol. O que pra mim fica desmentido quando um dos sentimentos da mãe, em relação ao marido, acaba soltando: "Foi por ISSO que largamos aquele piloto brasileiro?!" ou quando os sentimentos do pai se reúnem numa operação para que ele "dê piti" durante o jantar. É hilário, é Pixar. Questionamentos a respeito do (aparente) sexo das entidades que representam os sentimentos em Riley: temos a equipe de cinco sentimentos que se portam como homens no pai, cinco que se portam como mulheres na mãe, e na cabeça de Riley, temos 3 que parecem meninas e 2 que parecem meninos, o que levantou suspeitas de que a menina também pudesse ter problemas de sexualidade durante a história. Será que a Pixar iria tão longe? Bem, se isso acontecer, há de ser absolutamente sutil. Empresas como a Pixar costumam gastar milhões em seus filmes e esperar retorno disso (mas é claro!!!), e uma história em que a protagonista sofre desse tipo de problema tende a causar tanto estardalhaço quanto más números em bilheteria... enfim, não é sequer sensato que se exija isso. Mas se acontecer, por mim, poderá ser um passo à frente, e não uma amarelada bacana como no filme Como Treinar o Seu Dragão 2, que prometeu lidar com um personagem gay e, quando eu assisti, vi apenas uma abobalhada insinuação.
Enfim, vou esperar ansiosamente por este filme! :)
Consideração: Existe uma piada no trailer que poucos vão entender... eu pelo menos só entendi quando fui pesquisar. Em certo momento, Medo pergunta pra Nojinho e Raiva: "Aquilo foi um urso?!", Nojinho responde: "Não tem ursos em São Francisco.", e Raiva retorque: "Eu vi um tipo muito cabeludo. Parecia
um Urso". Pois saibam que Ursos em São Francisco são uma popular comunidade gay de homens que ignoram os padrões de beleza da comunidade gay mainstream, eis a razão por serem "cabeludos". Raiva respondeu a pergunta de acordo com suas convicções e, pros que entenderam, acabou gerando uma gag muito legal.

domingo, 8 de março de 2015

Entenda o filme Efeito Borboleta!

Olá Minhas crianças, como tem passado? Hoje vou tentar esclarecer pra vocês o filme efeito borboleta.
Então antes de mais nada eu acho necessário explicar umas coisas pro entendimento do filme ficar mais completo, o efeito borboleta não é so o nome do filme, é a inspiração! Certeza que todo mundo ja ouviu dizer que o bater de asas de uma borboleta pode causar um furacão do outro lado do mundo certo? O filme se baseia nesse conceito, mas antes de nos aprofundar no filme em si, vou explicar um pouco sobre uma teoria, a teoria do caos, a teoria do caos defende que uma mudança por menor que seja no início de um evento, situação ou momento qual quer pode e provavelmente vai trazer conseqüências enormes e absolutamente desconhecidas no futuro, por isso os eventos seriam imprevisíveis chegando a ser assustadores dependendo do ponto de vista, mas essa ideia faz todo sentido por exemplo, imagine que você estava de recuperação final, no ultimo dia de prova, você acordou cedo, havia estudado, tava tudo certo tudo tranquilo, voce precisa pegar o ônibus, so que o mesmo se atrasa cinco minutos e sua escola é muito rigorosa quanto horário, quando você chega eles n te deixam fazer a prova independentemente da desculpa e consequentemente você reprova, e por isso decide sair da escola, isso pode desencadear uma serie de fatos totalmente diferentes do que ocorreriam se você continuasse na escola onde você reprovou, apenas por causa de cinco minutos. Uma decisão sua pode mudar drasticamente o seu futuro, isso é o efeito borboleta, esta diretamente ligada a teoria do caos, mas beleza, acho que deu pra ter uma ideia ne? Entao bora pro filme.
Efeito borboleta foi lançado no fia 23/julho/2004, o orçamento era de 3 milhões e o lucro foi de 93 milhões, ou seja um grande sucesso, o filme mostra o Evan, criança que tem apagões de memória, ele simplesmente esquece certos momentos parecendo que ele nem vivenciou esses momentos, depois acompanhamos Evan na adolescência com seu grupo de amigos, Evan tem seu par romântico, Kayleigh, uma garota que ele conhece desde a infância. Após seu cachorro ter sido queimado vivo pelo irmão de Kayleigh, Evan se muda, se afastando da sua amada e de seus amigos. Agora passamos a acompanhar sua vida adulta, onde ele é um ótimo aluno da faculdade, respeitado pelo professor e etc. Ele divide o ap com um gordo rockeiro, emo sei la, e é ai que as coisas começam a fazer sentido, ou pelo menos fizeram pra mim, Evan descobre que pode viajar no tempo apenas lendo anotações que fazia em seus diários, todos os dias, desde que era criança, ele ler algum parágrafo se concentrando bastante ate que sua mente volta no tempo, não seu corpo, sua mente sua consciência adulta ocupa o lugar da consciência adolescente, e é por isso que ele tinha apagões, ele realmente não vivenciou aquele momento, pelo menos não naquele presente, foi essa parte que eu falei "krl mano que foda" essa ideia na minha opinião foi muito inteligente. Ele tinha realmente apagões, porque a sua consciência adolescente dava lugar a outra, a do futuro. De início estava tudo de boa mas lógico que algo estaria fora do comum, e em todos os futuros alternativos acontece isso, ele viaja muda algo no passado e quando ele volta tudo muda, e ai que ele começa a entender porque o pai dele tentou mata-lo. Evan tenta concertar as coisas mas como vocês sabem tudo só acaba piorando, ate que ele se da conta  de que só vai piorar as coisas se continuar com as viagens e decide voltar pra quando tinha sete anos e não virar amigo de Kayleigh. No fim vemos os dois em meio a varias pessoas passando em direções opostas e olhando pra trás, um de cada vez,. O problema dessas viagens é que ele n perde as memórias daquele outro presente quando ele chega a um futuro alternativo, que passa a ser o presente, são carregadas todas as memórias que ele teria se tivesse vivido de fato aquele presente, e essas memórias juntas com outras memórias acabam danificando seu cérebro, se as memórias passadas fossem esquecidas dando lugar a nova, consequentemente ele iria se conformar, não iria se sentir culpado, viveria normalmente aquele novo futuro. So uma curiosidade é que no final original ele passa por ele e pronto, fica por ali. No fina alternativo, que é o final feliz, ele passa por ele e convida ela pra tomar um café e os dois ficam juntos novamente. No final da versão do diretor ele volta pra barriga da mãe quando ele ainda era um bebe, e se mata.. O filme na verdade é uma lição, não devemos nos culpar por decisões tomadas ou nos arrepender, temos que viver independente do quanto isso seja difícil. Espero que tenha ajudado! 

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Beldades do Oscar 2015

Oii gente, depois de muito muito tempo sem atualizações no blog :(, estamos de volta :)! E como todos ou grande maioria sabe, neste domingo dia 22 de fevereiro aconteceu uns dos maiores eventos do mundo, o Oscar 2015, uma premiação bastante importante e também badalada por belos looks, makes e penteados que podem ate servir de inspiração para serem usados em outras ocasiões, sendo assim não pude deixar de vir aqui e comentar sobre as celebr's que na minha opinião d-i-v-a-r-a-m no tapete vermelho.
                                                                  
                                                                     Emma Stone
Emma lindíssima como sempre escolheu um vestido da Ellie Saab super elegante, muitos criticaram a cor verde cana, mas na minha opinião caiu suuuuper bem nela e essa abertura na perna deu ao vestido um ar de sensualidade. 
A make bem simples com postiços, olhos delineados e um batom coral cremoso. E pra completar no cabelo ela optou por usa-lo solto um pouco de lado e com algumas ondas definindo todo ele.
                                                      
                                                                     Dakota Johson 
 

Geeeente que vestido lindo e poderoso foi essa da querida Anastasia que arrasou na longa 50 tons de cinza e não deixou de fazer isso também no Oscar. A diva optou por um vestido vermelho Yvis Saint Laurent, com uma alça metálica que destacou bastante, tendo também uma abertura do lado assim como o da Emma.
Na make usou tons suaves, um esfumado marrom, e nos lábios um vermelho cereja. No cabelo o clássico rabo de cavalo fechou o look deixando apenas a franjinha solta.
                                                                    
                                                                    Rosamund Pike

A estrela de Garota Exemplar, também optou por um vermelho bastante sexy da grife Givenchy além do vermelho ser bastante provocante ele ainda acompanha uma renda e uma fenda frontal lindissima, ela arrasou, né?
Na make como quase todas as famosas ela estava com um esfumadinho marrom simples nos olhos, blush levinho e um batom nude, uma make que da pra usar ate no dia-a-dia. No cabelo um coque bem elegante.
                                                               
                                                                   Jeninfer Lopez

J.Lo, essa mulher é poderosíssima sempre na lista das mais bem vestidas e dessa vez não foi diferente. Na minha opinião ela foi a princesinha da noite com o modelo da Ellie Saab de cor nude um pouco mais escura que mesmo com um super decote V não a deixou vulgar. Na make uma sombra pêssego opaca, com delineado e cílios postiços, nos lábios um rosinha pastel glossy. Pra completar todo esse look ela optou por usar um rabo de cavalo.
                                                               
                                                                    Anna Kendrick

Continuando com estilo delicado... A atriz optou por um vestido da linha Thakoon, que é ideal para as meninas de corpo "migon". Cor uma cor rosa bebe, e  marcando a cintura trazendo uma abertura no centro do decote, que fica bonito para aquelas que não tem os seios muito grande. #Dica
Na make anna optou por destacar mais os olhos com um delineado preto, leve blush e na boca o mesmo tom do vestido. No cabelo usou um coque textualizado e a parte de trás presa em rolinhos.
                                                        
                                                                    Jennifer Aniston

Adoroo ela, sou super fã. E como sempre Jennifer Aniston foi a premiação sendo Jennifer Aniston... Deslumbrante. Usando um longo Versace todo dourado e com uma saia transparente. Na make também optou por algo simples, delineado, postiços e batom clarinho. O cabelo solto como habitual. 

                                                                  Reese Whitherspoon
Reese foi uma das que apostou pelo tão clássico Black e White, e se deu suuuper bem. Adorei em como ficou o contraste das duas cores e a modelagem impecável, o vestido é da grife Tom Ford. Na make um blush fraquinho, com uma sombra marrom no côncavo dos olhos, postiços e um batom cor de boca. O cabelo solto e um pouco pra trás deixando-o gracioso. #Voucopiar


                                                                    Lupita Nyong'o

E pra fechar com chave de ouro, a rainha das pérolas. Sem cometários para perfeição do vestido da Lupita, todo feito sob medida por a Calvin Klein e cravejado com milhares de pérolas. Chamou toda a atenção do evento e também da mídia. Na make uma sombra prata com um delineado gatinho, e nos lábios um batom cor cobre.

      Essa foi a minha opinião das divas que arrasaram no red carpet, e vocês o que acharam dos looks e da premiação?  Deixem comentários! :)
Beijos 

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Análise do trailer de Star Wars 7

STAR WARS 7 IS HAPPENING
O capítulo cinematográfico de número 7 do Star Wars vai ser produzido pela LucasFilm que agora é subsidiária da Walt Disney Company e dirigido pelo jovem JJ Abrams, conhecido por ter encabeçado a série Lost e revitalizado Star Trek para a nova década.
O subtítulo do episódio é O Despertar da Força.Vale lembrar que, após o Episódio VI terminar, só restou com uma boa dose de certeza, um jedi na galáxia, Luke Skywalker. E uma aspirante a Jedi, mas sem treinamento, Leia Organa/Skywalker. Nesse caso, o despertar da força pode significar várias coisas, já que a força é a energia que envolve e flui entre os indivíduos por meio de micróbios midi-clorianos. Luke trouxe o equilíbrio à força, o que significa que na época de Anakin, a força tava desequilibrada, e o que evidencia isso? Praticamente só existiam jedis, e os poucos siths eram obrigados a viverem na sombra. Quer dizer que um equilíbrio na força é a existência simultânea de siths de jedis, e talvez, não necessariamente essa coexistência sendo algo amistoso, porque afinal, siths são burros e jedis, mais ainda (brincadeira). Pra mim, o despertar da força significa absolutamente o surgimento de novos siths; não esqueçam da máxima de Yoda que diz que sempre existem dois, um mestre e um aprendiz.
Uma coisa é certa: JotaJota não tá aí pra brincadeira. O trailer inicia no fade de uma paisagem desértica de desolação em que as únicas cores são o amarelo da areia e o azul do céu, com a narração em off: "Houve um despertar. Você o sentiu?". Eu não posso distinguir de quem seria essa voz, ninguém pode. É um dos mistérios que o JotaJota nos guarda. No OmeleTV, canal do Youtchube, os caras resolveram que a voz seria inconfundivelmente de um certo ator que não lembro o nome: não lembro justamente por ter desconsiderado o palpite. Me parece muito absurdo tentar adivinhar de quem é aquela voz entre tantos atores. Mas se tiver certo, parabéns ao pessoal do Omelete. Agora vamos ao personagem que emite tal voz: nada ainda também. Vamos lá, não pode ser o Yoda (por mais que a voz se pareça bastante), pois as palavras não são ditas daquela forma peculiar. Não é o Luke, a voz do Luke é feminina comparada à gravidade da voz que fala no trailer. Então, a respeito da voz e quem tá por trás dela, nada mesmo.
E não mais que de repente, um personagem vestido de Stormtrooper, cujo nome do ator eu já decorei por eu achar que soa engraçado (John Boyega), se ergue nesse deserto, suado e aparentemente perdido ou mais, fugindo de alguma coisa. É aí que as decisões do JotaJota nos surpreende; ele não começa com um flashback, ou com a clássica canção Force Theme, como eu imaginei. O cara já nos joga no enredo, por mais supérfluo que ele ainda pareça para nós aqui fora dos sets de filmagem. "Mas como assim?! Como esse é um clone e não tem a cara do Jango Fett?". Ora, os troopers que faziam a guarda nas Estrelas da Morte NÃO eram clones, então não é nada fora de contexto. Além disso, o personagem é negro, e embora eu leve isso com a maior naturalidade possível, é um passo interessante que o primeiro personagem apresentado seja um humano de pele negra. Ponto pro JotaJota.
Em seguida, temos a cena do curioso dróidezinho que faz sons semelhantes aos do R2-D2, cuja fama nas interwebs é de dróide-jabulani. Percebam como esse sistema desértico possui umas sucatas e como ele lembra bastante o planeta mais famoso da ficção: Tatooine. Será o próprio? Uma coisa é certa: JotaJota sabe muito bem representar e resgatar aquela aura de desgaste e sucateamento que George Lucas como produtor apresentou na trilogia original.
Logo depois, temos uma cena com alguns troopers em desembarque de uma nave. Observe que o elmo dos troopers agora é ligeiramente diferente que, porém, deixa eles com um aspecto bem mais duro e intimidador. Parece que os tempos que troopers acertavam 1 a cada 30 tiros se foi.
Aí aparece a nova atriz, que é a Daisy Ridley (veurí biuriful ela), assumindo o papel que vai levar a cota garotas pra ver esse filme no cinema (que, embora seja uma grande bobagem, é importante num filme ter uma personagem com quem você vai poder se identificar, mesmo que de forma bem básica). Ela tá a bordo de uma nave que nem de longe eu sei o nome; na verdade, parece uma verdadeira sucata construída por partes de outras naves. É bonito, mas a galera da internet não perdoa e resolveu comparar esse transporte a coisas do cotidiano tipo um picolé de chocolate (LOL) e um daqueles celulares nokia que não quebra (LOL).
Subsequente, nós temos a cena com o personagem do ator que eu não sei o nome, e pra esse texto parecer o mais original possível, eu não vou pesquisar. O rapaz tá a bordo de uma X-Wing, a clássica nave da aliança rebelde da trilogia original, e em seguida corta pra um plano em que aparecem várias X-Wing voando em baixa altitude sobre um lago. Mas o que é isso? Naves da aliança rebelde? Tatooine? JotaJota Abrams parece que tem um absoluto apego e respeito ao que Jorge Lukas criou inicialmente, e isso é um sinal muuuito bom. E a presença dessas naves rebeldes em ação nos evidencia uma coisa: embora o último episódio tenha terminado com uma grande festa em toda a galáxia devido à dissolução do Império, os desdobramentos e consequências a isso não foram nada felizes. Historicamente, a dissolução de impérios significa o início de uma grande corrida de diversos grupos em busca do poder. Será que é isso que pode tá acontecendo, do ponto de vista político, nessa nova trama de Star Wars?
Eaí vem a cena mais polêmica: um desconhecido encapuzado, em meio a uma nevasca numa floresta morta, empunha uma arma de laser muito semelhante a um sabre de luz, porém essa nova arma possui um guarda-mão muito curioso. Nas palavras de Obi-Wan, o sabre de luz é uma arma elegante para tempos mais civilizados. Quando o camarada vem com uma arma que se assemelha a uma espada medieval, aí o bicho pega. E nem venha com mimimis em relação ao design da arma: NÃO se trata de um sabre de luz. Afinal, será que esse personagem misterioso representa esse despertar da força?
E por fim, a cena mais foda, mais arrepiante, mais nostálgica: o vôo da Millenium Falcon ao som da música tema de Star Wars, sendo bombardeada por caças imperiais. Aí eu pergunto, existe coisa mais clássica que isso? E faz algum sentido? Por enquanto, nenhum!
JotaJota Abrams pretende apresentar uma história totalmente nova com essa trilogia, mas não esquece de abraçar o que Guerra nas Estrelas tem de melhor. É claro que eu quero ver personagens novos e que eles sejam tão memoráveis quanto os antigos, mas eu também quero ver o Luke, a Leia, o Han Solo, o Chewbacca, porque faz SIM todo sentido eles tarem muito presentes nesses novos filmes. Vai ser um desafio e tanto não ter Darth Vader, nem Obi-Wan, nem o Yoda, mas eu acho que isso reduz bastante as chances dos fãs puritanos massacrarem os filmes, como fizeram com a trilogia de 1999. Na minha opinião, baseando-se no que eu vi nesse trailer, o nosso diretor tá tomando as decisões certas.
JJ Abrams, que a força esteja com você!

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Comentário - Os seus problemas acabaram!!! [Casseta e Planeta] (2006)

O FILMIO, FOI FEITCHIO, COM O SINGÉLIO OBIJETÍVIU, DE DIVERTÍRIU
O auê aí é o ói!
Esse filme serviu de continuação informal para 2002 A taça do mundo é nossa. O enredo se desenvolve primordialmente dentro de um tribunal, onde é travada a luta entre o advogado idealista Botelho Pinto (Murilo Benício) e a assistente Priscila (Maria Paula Fidalgo) contra as Organizações Tabajara sob a acusação de que teriam usado um cosmético de testes no paciente (digo, cobaia) Lindauro das Dores(Bussunda) que causou inesperados efeitos colaterais. Atrelado a isso, Botelho nutre um ódio de uma vida pela multinacional que, segundo o seu flashback, foi a responsável pela ração contaminada que transformou seu carneiro de estimação num animal pervertido e incendiário que tocou fogo no orfanato em que passou a infância. Os advogados de gel no cabelo farão de tudo para provar a inocência das Organizações e que Botelho não passa de um oportunista descabelado.
O humor do filme se baseia em maneirismos, piadas sem a mínima lógica, trocadilhos que se valem tanto do léxico quanto das imagens, personagens estereotipados e com defeitos de pronúncia, escárnio, palavrões, portuglês, referências e paródias e uma grande surpresa no final. Uma bela salada humorística; tudo e mais um pouco que um filme de comédia precisa ter. Se o Casseta & Planeta usa isso da melhor maneira possível? Sim. E o tempo todo, eu diria. É incrível a capacidade dos caras de espremer uma situação pra retirar todas as possibilidades dela; tudo vira piada. E é essa a grande pretensão do filme: transformar tudo numa grande piada. É um filme que entende o que é mas nem por isso se limita; vai além do imaginável para nos fazer rir. Utilizando, primordialmente, da honestidade. E por isso talvez seja tão bom, tão aproveitável e tão memorável. Se você algum dia pegar um filme e passar tempos e tempos lembrando de cenas dele, pode ter certeza que aquele é um bom filme.
Se eu fosse citar algumas das piadas memoráveis em cena, eu iria produzir um texto enorme e mais cansativo do que críticas são geralmente, e talvez spoilar mais do que pretendo, mas vamos lá. Como não lembrar de uma das primeiras cenas, quando, no tribunal, o juiz pede silêncio e tem um cara com uma britadeira numa obra dentro do recinto? Ou dos jornais anunciando o caso das Organizações Tabajara, com a paródia de Larry King que no final de uma frase fala "the book is on the table"? Ou os cartazes de manifesto nada-a-ver com "Liberdade a Mário" - "Que mário?" - "Aquele que te carcou atrás do armário"? Ou a consciente participação de Juliana Paes num comercial onde ela é nada mais que a gostosa? Ou o efeito colateral do cara que tem a bunda pra frente? É tudo louco e muito hilário, é uma das pérolas do nosso cinema, sacaneando, quem diria, até o próprio, em cenas onde um taxista afirma que, se aquele é um filme brasileiro, então ele deveria mostrar penúria, guerra ao tráfico e personagens favelados, ou quando os dois policiais que se afirmam gringos tem vozes amplamente conhecidas de dubladores brasileiros e uma dublagem intencionalmente mal feita.
O que dizer dos personagens? Eu poderia muito bem ser chato e afirmar que são mal construídos, mas o quão bundão eu não estaria sendo?! Os personagens são tão bacanas que oscilam entre o inovador e o estereótipo de forma convincente e engraçada. A lida com estereótipos fica bem clara na frase de Ubiracy: "eu era um sujeito normal, igual a todo mundo, sempre acima do peso e sem saco pra fazer ginástica". E como se não bastasse a forma como Os seus problemas acabaram funciona bem, no clímax do filme o enredo nos entrega um personagem em desenho animado que atua com o vilão e instantaneamente se integra à história, provando que a equipe do Casseta não teme em experimentar e arriscar. E bingo, eles acertam! O único defeito desse personagem é ter pouco tempo de cena. Na verdade, o filme só falha em ser tão curto, porque seria um prazer ter mais e mais minutos diversão com o Casseta & Planeta.
A dica é: assistam esse filme. Diversão é garantida. O que você poderia querer mais?
Consideração: este foi o último trabalho de Bussunda, então também por isso é tão notável. Bussunda atuou principalmente como Lindauro e o irmão surfista de Priscila, cujas únicas palavras são "O auê aí é o ói" (pelo que eu consegui entender), e rouba a cena sempre que aparece, provando o grande humorista que era o Bussunda.
Consideração2: esperem os créditos terminarem.

sábado, 27 de dezembro de 2014

Mundo Proibido [Cool World] (1992) com Brad Pitt e Kim Basinger - Comentário

O SUBMUNDO DOS DESENHOS ANIMADOS
Sempre me interessou a ideia de filmes que traziam um misto de desenho animado e atores reais (e as várias abordagens em que isso pode ser concebido). A ideia, soa, sim, interessante, e muito melhor quando gera resultados convincentes, como em Uma Cilada Para Roger Rabbit de 1988, e Space Jam de 1998. O que não foi alcançado, porém, por Mundo Proibido, do diretor Ralph Bakshi, por alguma razões que habitam a minha opinião.
A proposta do filme é levar o cartunista Jack Deebs (Gabriel Byrnes), famoso por criar o gibi Mundo Legal e também por acabar de sair da prisão por matar o cara que encontrou na cama com sua ex-esposa, para o mundo criado por ele mesmo. E aí vem o primeiro deslize do filme (furos de roteiro): pra quem assistiu, não vai compreender por que, de uma hora pra outra, Jack começa a ter estranhos sonhos em que, de forma verossímil, ele passa a habitar o Mundo Legal.
Aí que somos apresentados à personagem que era uma das apostas o filme: Holli Would (Kim Basinger), uma dançarina desenho aos moldes de Marilyn Monroe (e, curiosamente, fã da mesma), que sonha em ir pro mundo real e fazer parte dele. A questão é que, para se tornar de carne e osso, os desenhos precisam ter relações sexuais com pessoas de carne e osso, e é no momento que Jack começa a dar pitacos no Mundo Legal, que Holli vê a oportunidade perfeita de realizar seu sonho.
O problema é que Frank Harris(Brad Pitt), o xerife em carne e osso de Mundo Legal, sabe que, pela lei natural, o sonho de Holli e a tentação de Jack é algo condenável, uma violação que aparentemente levaria ao rompimento do tênue equilíbrio que existe entre o mundo real e o mundo dos desenhos. E aí habita outro problema do filme, de modo que nós, telespectadores, só vamos entender tal motivo para os tantos avisos de Frank para Holli, quando as cenas do filme já estão a mil. É tudo muito rápido, difícil de digerir, algo um pouco ímpar ao que nós somos acostumados a ver numa tela de cinema; quando chegarmos a compreender, percebemos algo interessante que, porém, não foi tratado com carinho pelo roteirista.
E roteiro é tudo; quando o roteiro falha, começamos aos poucos a odiar os aspectos do filme, por mais que ele tenha boas sacadas. Por isso eu tive muito cuidado pra não esquecer delas; que devam ser o único motivo (além do tempo) pelo qual Cool World é considerado um filme cult.
Um destaque, inicialmente, para a trilha sonora; eletrizante, sem espaços pra temas clássicos, com uma batida constante, acompanhando as cenas em que Holli aparece (quase sempre fazendo passos de dança). Mundo Legal, só no nome; na verdade, o mundo criado por Jack Deebs se assemelha a uma gigantesca cidade gângster de prédios tortuosos (e eu falo sério quando digo "tortuosos"), com pouca iluminação e cenários underground. Os personagens de desenho não soam amigáveis em momento algum; na maior parte do tempo eles estão se violentando, mijando um no outro, fazendo gestos obscenos, falando palavrões... mas, como todo bom desenho, eles podem se machucar o quanto quiserem, que nunca vão morrer. A diferença é que a atmosfera de Mundo Legal faz com que suas atitudes sejam levadas mais a sério pelo público, que, nesse caso, deve ter mais de 16 anos (!!!).
E há algumas referências um tanto pobres mas destacáveis a Tom e Jerry, que em Mundo Legal são retratados como um gato de um rato que trocam porradas um contra o outro. Instantes depois, chega um rato em preto e branco muito parecido com Mickey Mouse soltando gargalhadas. Em outra cena, um estabelecimento tem a logomarca que se parece muito com a cara do Patolino. Ou seja, muito interessante, se o roteirista não fosse tão preguiçoso com as cenas que elabora.
Holli Would é uma personagem bem divertida. É engraçado ver como ela se comporta ao estar no mundo real, e sua determinação em conseguir o que quer ao ponto de se tornar a vilã do filme (ou, diria eu, o conflito do filme), ou a forma que ela encontra pra fazer com que Jack entenda que estar em Mundo Legal não é um sonho (queimando sua mão com um cigarro), ou como ela cita acontecimentos relacionados a Marilyn Monroe para justificar suas decisões. Afinal, essa é Holli Would: ela bebe, ela fuma, ela dança de vestido tubinho... ela só não é melhor que Jessica Rabbit (aushduashdas). O cartunista Jack foi pouco explorado: fica difícil entender que só a sensualidade de Holli teria levado ele a apoiar a peleja dela. O xerife Frank, que mantém uma delicada relação com um desenho (algo dualístico, pois isso é justamente o que ele tenta combater, mas que é explicado bem no filme), também foi pouco explorado, embora o único personagem no filme digno de profundidade emocional.
E um roteirista ruim leva a sua ruindade até o final, e é o que mais decepciona em Cool World. Um desfecho, na minha opinião e na de todo mundo mesmo, sofrível. Um final que me fez questionar por qual motivo eu assisti quase duas horas do filme. Então a dica é: não garanto que vai ser uma experiência agradável, mas quem gostar do estilo e de filmes antigos, Cool World tá no cardápio.