quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Análise do trailer de Star Wars 7

STAR WARS 7 IS HAPPENING
O capítulo cinematográfico de número 7 do Star Wars vai ser produzido pela LucasFilm que agora é subsidiária da Walt Disney Company e dirigido pelo jovem JJ Abrams, conhecido por ter encabeçado a série Lost e revitalizado Star Trek para a nova década.
O subtítulo do episódio é O Despertar da Força.Vale lembrar que, após o Episódio VI terminar, só restou com uma boa dose de certeza, um jedi na galáxia, Luke Skywalker. E uma aspirante a Jedi, mas sem treinamento, Leia Organa/Skywalker. Nesse caso, o despertar da força pode significar várias coisas, já que a força é a energia que envolve e flui entre os indivíduos por meio de micróbios midi-clorianos. Luke trouxe o equilíbrio à força, o que significa que na época de Anakin, a força tava desequilibrada, e o que evidencia isso? Praticamente só existiam jedis, e os poucos siths eram obrigados a viverem na sombra. Quer dizer que um equilíbrio na força é a existência simultânea de siths de jedis, e talvez, não necessariamente essa coexistência sendo algo amistoso, porque afinal, siths são burros e jedis, mais ainda (brincadeira). Pra mim, o despertar da força significa absolutamente o surgimento de novos siths; não esqueçam da máxima de Yoda que diz que sempre existem dois, um mestre e um aprendiz.
Uma coisa é certa: JotaJota não tá aí pra brincadeira. O trailer inicia no fade de uma paisagem desértica de desolação em que as únicas cores são o amarelo da areia e o azul do céu, com a narração em off: "Houve um despertar. Você o sentiu?". Eu não posso distinguir de quem seria essa voz, ninguém pode. É um dos mistérios que o JotaJota nos guarda. No OmeleTV, canal do Youtchube, os caras resolveram que a voz seria inconfundivelmente de um certo ator que não lembro o nome: não lembro justamente por ter desconsiderado o palpite. Me parece muito absurdo tentar adivinhar de quem é aquela voz entre tantos atores. Mas se tiver certo, parabéns ao pessoal do Omelete. Agora vamos ao personagem que emite tal voz: nada ainda também. Vamos lá, não pode ser o Yoda (por mais que a voz se pareça bastante), pois as palavras não são ditas daquela forma peculiar. Não é o Luke, a voz do Luke é feminina comparada à gravidade da voz que fala no trailer. Então, a respeito da voz e quem tá por trás dela, nada mesmo.
E não mais que de repente, um personagem vestido de Stormtrooper, cujo nome do ator eu já decorei por eu achar que soa engraçado (John Boyega), se ergue nesse deserto, suado e aparentemente perdido ou mais, fugindo de alguma coisa. É aí que as decisões do JotaJota nos surpreende; ele não começa com um flashback, ou com a clássica canção Force Theme, como eu imaginei. O cara já nos joga no enredo, por mais supérfluo que ele ainda pareça para nós aqui fora dos sets de filmagem. "Mas como assim?! Como esse é um clone e não tem a cara do Jango Fett?". Ora, os troopers que faziam a guarda nas Estrelas da Morte NÃO eram clones, então não é nada fora de contexto. Além disso, o personagem é negro, e embora eu leve isso com a maior naturalidade possível, é um passo interessante que o primeiro personagem apresentado seja um humano de pele negra. Ponto pro JotaJota.
Em seguida, temos a cena do curioso dróidezinho que faz sons semelhantes aos do R2-D2, cuja fama nas interwebs é de dróide-jabulani. Percebam como esse sistema desértico possui umas sucatas e como ele lembra bastante o planeta mais famoso da ficção: Tatooine. Será o próprio? Uma coisa é certa: JotaJota sabe muito bem representar e resgatar aquela aura de desgaste e sucateamento que George Lucas como produtor apresentou na trilogia original.
Logo depois, temos uma cena com alguns troopers em desembarque de uma nave. Observe que o elmo dos troopers agora é ligeiramente diferente que, porém, deixa eles com um aspecto bem mais duro e intimidador. Parece que os tempos que troopers acertavam 1 a cada 30 tiros se foi.
Aí aparece a nova atriz, que é a Daisy Ridley (veurí biuriful ela), assumindo o papel que vai levar a cota garotas pra ver esse filme no cinema (que, embora seja uma grande bobagem, é importante num filme ter uma personagem com quem você vai poder se identificar, mesmo que de forma bem básica). Ela tá a bordo de uma nave que nem de longe eu sei o nome; na verdade, parece uma verdadeira sucata construída por partes de outras naves. É bonito, mas a galera da internet não perdoa e resolveu comparar esse transporte a coisas do cotidiano tipo um picolé de chocolate (LOL) e um daqueles celulares nokia que não quebra (LOL).
Subsequente, nós temos a cena com o personagem do ator que eu não sei o nome, e pra esse texto parecer o mais original possível, eu não vou pesquisar. O rapaz tá a bordo de uma X-Wing, a clássica nave da aliança rebelde da trilogia original, e em seguida corta pra um plano em que aparecem várias X-Wing voando em baixa altitude sobre um lago. Mas o que é isso? Naves da aliança rebelde? Tatooine? JotaJota Abrams parece que tem um absoluto apego e respeito ao que Jorge Lukas criou inicialmente, e isso é um sinal muuuito bom. E a presença dessas naves rebeldes em ação nos evidencia uma coisa: embora o último episódio tenha terminado com uma grande festa em toda a galáxia devido à dissolução do Império, os desdobramentos e consequências a isso não foram nada felizes. Historicamente, a dissolução de impérios significa o início de uma grande corrida de diversos grupos em busca do poder. Será que é isso que pode tá acontecendo, do ponto de vista político, nessa nova trama de Star Wars?
Eaí vem a cena mais polêmica: um desconhecido encapuzado, em meio a uma nevasca numa floresta morta, empunha uma arma de laser muito semelhante a um sabre de luz, porém essa nova arma possui um guarda-mão muito curioso. Nas palavras de Obi-Wan, o sabre de luz é uma arma elegante para tempos mais civilizados. Quando o camarada vem com uma arma que se assemelha a uma espada medieval, aí o bicho pega. E nem venha com mimimis em relação ao design da arma: NÃO se trata de um sabre de luz. Afinal, será que esse personagem misterioso representa esse despertar da força?
E por fim, a cena mais foda, mais arrepiante, mais nostálgica: o vôo da Millenium Falcon ao som da música tema de Star Wars, sendo bombardeada por caças imperiais. Aí eu pergunto, existe coisa mais clássica que isso? E faz algum sentido? Por enquanto, nenhum!
JotaJota Abrams pretende apresentar uma história totalmente nova com essa trilogia, mas não esquece de abraçar o que Guerra nas Estrelas tem de melhor. É claro que eu quero ver personagens novos e que eles sejam tão memoráveis quanto os antigos, mas eu também quero ver o Luke, a Leia, o Han Solo, o Chewbacca, porque faz SIM todo sentido eles tarem muito presentes nesses novos filmes. Vai ser um desafio e tanto não ter Darth Vader, nem Obi-Wan, nem o Yoda, mas eu acho que isso reduz bastante as chances dos fãs puritanos massacrarem os filmes, como fizeram com a trilogia de 1999. Na minha opinião, baseando-se no que eu vi nesse trailer, o nosso diretor tá tomando as decisões certas.
JJ Abrams, que a força esteja com você!