segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Correntes de Rede Social


<--- O Chapolim falou e disse.
As correntes devem ser tão antigas quanto as próprias redes sociais. Mas provavelmente foi com o Orkut que isso virou moda, mania e quem sabe vício. A maioria das correntes, por sua vez, usava da intimidação psicológica. "Reblogue isso no seu perfil ou sua mãe morrerá no prazo de uma semana". Sacanage né.
Eu não fui um assíduo usuário do Orkut, por isso não tenho claras lembranças de algum dia ter chegado a ficar postando e recompartilhando essas correntes, mas se você internautava nessa época, com certeza você fez isso (ou se não, não fique com raiva de mim, foi só uma generalização qualquer mesmo).
Algumas correntes eu acho odiosas. Outras absurdas. E algumas até que são divertidinhas, que dá pra quebrar a ociosidade.
Tem gente que lembra delas com certa frieza (se essa pessoa for uma das que não mais rebloga correntes por aí; até porque se você ainda rebloga, e talvez depois de ler esse texto você vai pensar um pouco mais a fundo sobre isso, você mal percebe o que tem por trás dessas correntes; enfim, não vou me estender nesse parêntese... tudo que eu quero falar, vou encontrar um jeitinho até o final do texto). Eu, por exemplo, não reblogo; a não ser que seja uma zoeira bem grande e mesmo assim eu vou sabendo que é só uma estratégia preguiçosa de certas páginas pra viralizar suas matérias (na verdade, uma página que usa de correntes pra bombar seus posts já perde totalmente o meu respeito, porque corrente não é necessariamente um conteúdo, é uma estratégia banal e maneirosa em detrimento de outros veículos que prezam pela qualidade, integridade, originalidade e honestidade do conteúdo).
Até um tempo atrás eu tinha opiniões bombásticas sobre quem repassa corrente, mas o bom de repensar ou de refletir por um pouco mais de tempo é que você vai se tornando cada vez mais zen pra cada coisa (mais camarada, mais peixe).
E quanto à autocrítica que todo mundo tem a respeito "do que eu tava fazendo há 5 anos", não devia existir esse negócio de "Nossa, nesse tempo eu tava alone no Orkut repassando essas mensagenzinhas de mãe"; você fez parte de uma época cara, ninguém tem culpa de tá imerso nas coisas. Pense em como você enxergava essas correntes na época... com certeza não era uma coisa do outro mundo. Até porque algumas eram/são até saudáveis, alimentavam a brincadeira, aproximavam os amigos, quem sabe.
No Orkut era uma coisa legal, era inocente (por falta de uma palavra melhor), a fonte era Comic Sans, não existia um interesse chato, que eu já comentei, de bombar páginas, como existe no Facebook. No Orkut, ao que me parece, as pessoas repassavam por brincadeira, por amizade, por intimidação (porque ninguém queria que a mãe morresse), mas até aí dava pra aguentar. E do outro lado da moeda, as correntes eram criadas por um mané do zé qualquer e, por sorte, o negócio tomava proporções com a galera; ninguém ia se beneficiar, todos só iam brincar mesmo. Me arrependo de não ter vivenciado mais essa época em que a internet era um pouco menor. No Facebook, então, tudo tem que ser grande e tudo tem que ser chato. Inclusive as correntes.
Se você as curte, não tou aconselhando que pare de repassar. Tento não ser tão chato. Mas pense um pouco mais sobre o que existe por trás quando você repassa isso; no Face não é mais é legal, não existe mais nenhum ''romantismo'' inerente. E não digo isso porque eu sou mais velho que há 5 anos atrás e eu posso ter me tornado bundão, é porque não existe memo!!! Facebook veio e as pessoas reutilizam nele coisas do Orkut... a lama é que no Facebook, se você for a little bit esclarecido, não dá vontade de repassar, fica chato, fica banal.
Considereichons.: Principalmente quando é relacionado à religião. Na verdade, seria bom que as pessoas exercessem sua fé no respectivo templo (diga-se igreja) ou mesmo nos atos do dia a dia. Minha vizinha acha que repassar corrente garante vaga no céu. Sabe de nada, inocente.

Nenhum comentário:

Postar um comentário